Jamais pensei que ser tão só
Não ouço nem mesmo o som das folhas caindo de uma árvore que faz seca e sem vida
A solidão é triste
Ainda mais triste é sentir-se só em meio a multidão
A solidão possui cor
É cinza, opaca, vazia
Sem vida
Sem esperança
Doída
Olho para o horizonte e tudo parece ainda mais distante de mim
Não há mais arco-íris
Nem potes de ouro nas mãos dos guinomos
Não há mais sonhos
Não há mais canções
Nem alegria de viver
Há apenas um frio tenebroso que gela a alma e silencia as palavras
Nem um abraço
Nem um aperto de mão
Nenhum consolo
Nada
Simplesmente vácuo
Até mesmo as rosas que eram vermelhas
Hoje são negras
Sinto o peito apertado
Me falta ar
Minha voz está trêmula e embargada
Ando sem direção
Grito na esperança que tu me ouças
Hoje só me restam as lágrimas
E um triste pesar pelos que se foram
Pelo o que perdi
E pelo o que não consegui conquistar
Temo em ser esquecida
Me tornar mais uma na multidão
E calada no silêncio da solidão
Espero que se sele a minha própria sentença
Amelie Silveira
Não ouço nem mesmo o som das folhas caindo de uma árvore que faz seca e sem vida
A solidão é triste
Ainda mais triste é sentir-se só em meio a multidão
A solidão possui cor
É cinza, opaca, vazia
Sem vida
Sem esperança
Doída
Olho para o horizonte e tudo parece ainda mais distante de mim
Não há mais arco-íris
Nem potes de ouro nas mãos dos guinomos
Não há mais sonhos
Não há mais canções
Nem alegria de viver
Há apenas um frio tenebroso que gela a alma e silencia as palavras
Nem um abraço
Nem um aperto de mão
Nenhum consolo
Nada
Simplesmente vácuo
Até mesmo as rosas que eram vermelhas
Hoje são negras
Sinto o peito apertado
Me falta ar
Minha voz está trêmula e embargada
Ando sem direção
Grito na esperança que tu me ouças
Hoje só me restam as lágrimas
E um triste pesar pelos que se foram
Pelo o que perdi
E pelo o que não consegui conquistar
Temo em ser esquecida
Me tornar mais uma na multidão
E calada no silêncio da solidão
Espero que se sele a minha própria sentença
Amelie Silveira
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