quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


MAL DE AMOR

O amor é como a brisa das manhãs douradas
Que chega de surpresa para refrescar o dia
O mundo fica belo
As flores perfumadas
O tempo se perde no tempo
É a alegria está nos olhos
O amor é como chuva fria na calçada
Que chega em tempestade
As vezes trás dor e melancolia
O mundo fica cinza
As luas deformadas
E o tempo corre mais devagar que a lágrima tardia
O mal de amor é fogo, é ar, é terra, e água
Que juntos se modelam
Esculpindo a mágoa dolorosa
Mas quem pode viver sem essa doença letal?
Que venham elementos
Que venha a natureza
Os ventos da paixão
Os beijos e as certezas
Amar faz tanto bem
Que chega a fazer mal

Amelie Silveira

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